sábado, 26 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
ACRÓSTICO - AUTOR: ZÉ-ALBANO
M enina e moça! Olho-a assim...
A mais bela de um jardim
R egada pela virtude.
I nteressada, de princípio a fim
A semear o bem amiúde.
S ensual! Mas que ternura
U ma musa na cultura
S incera, ama a verdade.
A njo perante o carinho
N ão deixa de ser diabinho
A o pressentir a maldade
M ultifacetada na arte,
A plicações em poesia
R evelam em qualquer parte
T oda a sua sabedoria.
I ncansável, com sede de aprender
N a sua nata filosofia
S abe muito bem reger.
C ursos! Tantos que tem...
U ma poliglota genuína,
S ublime a formatar, e tão bem
T oda a imagem! Mesmo a mais fina...
O s amigos, deste lado
D amos-lhe tudo o que merece,
I ndiferentes, ao seu estado
O seu talento, não esquece.
DESAPEGO um poema de Susana Custódio
QUANDO um poema de Susana Custódio

Quando
(Susana Custódio)
Naquele jardim, te afastaste
E já longe gritaste!
Corre para mim...
Eu, louca fui correndo,
Abriste os teus braços...me agarraste...
Rodopiando num louco frenesim!
Quando
Naquele barco
Que lento ia cortando as águas do Sado,
Com a tua viola...
Dedilhando nas cordas "Les feuilles Mortes”
E a tua voz grave cantava a doce melodia!!!
Esquecemo-nos de tudo e de todos,
E de olhos nos olhos eu te ouvia...
Amando-te cada vez mais!!!Quando
Nas dunas da praia nos deitámos
E nos amámos,
Entre beijos, carícias e gemidos!!!
E já longe gritaste!
Corre para mim...
Eu, louca fui correndo,
Abriste os teus braços...me agarraste...
Rodopiando num louco frenesim!
Quando
Naquele barco
Que lento ia cortando as águas do Sado,
Com a tua viola...
Dedilhando nas cordas "Les feuilles Mortes”
E a tua voz grave cantava a doce melodia!!!
Esquecemo-nos de tudo e de todos,
E de olhos nos olhos eu te ouvia...
Amando-te cada vez mais!!!Quando
Nas dunas da praia nos deitámos
E nos amámos,
Entre beijos, carícias e gemidos!!!
Quando
Hoje olho para ti...
A saudade me invade...
EU continuo a ser EU!
E TU já não és TU!
És a sombra daquele,Quando
No jardim...
No barco...
Nas dunas...
Me amaste!!!
Um poema escrito em 1998
Sintra - Portugal - Janeiro de 2008
PARA OUVIR O POEMA DECLAMADO NA VOZ DE SUSANA CUSTÓDIO
sábado, 12 de janeiro de 2008
ROSAS BRANCAS um poema de Susana Custódio
ROSAS BRANCAS
Susana Custódio
Este
amor tão grande, cheio de brancura
À
espera da manhã em que o sol resplandeça
Para
me dar toda a ti, assim pura…
Este
amor por ti…sinto-o tão verdadeiro
E
ainda que ele me enlouqueça
Quero
dar-te o meu corpo inteiro!
Mas
o mundo não quer crer
Que um
amor assim será eterno
E
eu tenho vontade de morrer!
Este
amor sem porvir, furta-me a alma, a candura
Há-de
levar-me cheia de pecado ao inferno
E
tu, colocarás rosas brancas na minha sepultura!
escrito
em
1979
Sintra
- Portugal - Janeiro 2008
BEIJOS
BEIJOS
Se a pena que tenho na mão
Escrevesse o meu sentir…
Mas que ilusão!
Quantos anos perdidos em vão!
A esta inércia tu me votaste,
Fizeste de mim um ser doído!
Nem imaginaste!
Que os beijos que me não deste,
Levaram-nos os anjos ao céu azul celeste…
Para lá ir buscá-los, é longe…
E não consigo voar!
As asas do amor estão quebradas,
Não consigo sair do chão!
Dói-me a alma rasgada de ilusão,
A boca desfigurada de emoção!
Os beijos que me não deste,
São o sonho, o desespero, arrastados p’las ruas
Frias e nuas de amor ardente!
Os beijos que me não deste!
São dor! Dor na alma, no coração eivado…
Os beijos que me não deste
São como estrelas cadentes,
Que meus olhos olharam!
E na minha boca não poisaram…
São dor afiada,
Batendo a esta morada!
Despertando dores lancinantes,
No meu corpo de ninfa encantada!
Que num momento me leva ao fim de tudo,
E me lembra o limbo,
Dos beijos que me não deste!
Como o sofrimento
Da dor que não sei onde dói!...
Susana Custódio
Poema escrito em 1979
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