sábado, 1 de março de 2008

APREGOADOR DE ILUSÕES



APREGOADOR DE ILUSÕES


Vendes ilusões! Fazes disso uma rotina...
Pessoa leviana, mentes em surdina
Escrevendo e falando
Habilmente desencadeias
Amores virtuais através da tua teia.

Mostras-te meigo e dócil na oração,
Assim lhes vais falando ao coração.

Tentas moldá-las com a tua fantasia
Atropelas, tudo e todas com heresia
Desenvolvendo o teu (des)gosto.?
Mentiroso, sempre alerta no teu posto,
Caminhas …Imparável! Assediando...
Mas acabas, sempre! Faltando
Ao que tu próprio tinhas proposto.

Logo portanto não há quem satisfaça
Os teus impuros actos e pensamentos
Porque tu és a própria desgraça
Que se ri dos teus sentimentos




Susana Custódio
2008

O NOSSO ENCONTRO

 


O NOSSO ENCONTRO

O “ALFA” entrou estridente na estação!
Depois em passos lentos vieste até mim,
Figurinha triste de olhar nú!
Eu chamei-te e tu sorriste,
Daquela estação partimos os dois,
Andamos perdidos naquela garagem,
Tantas vezes -- que mais parecia uma grande viagem--!
Até encontrar a porta da libertação…
Que afinal era um elevador!
Uma máquina cheia de vigor…
Atrasados numa grande aflição!!!
Que nos conduziria para a esquerda,
Ao tal “encontro de poesia”…
Que de tão patético que foi,
Tornou-se numa grande agonia!
Foram umas horas de pura perda
Que até provocou azia!
E resumindo…
Foi assim aquele estúpido dia!!!

Susana Custódio

01-02-2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

ACRÓSTICO

ACRÓSTICO – ELVINO DO NASCIMENTO

(Setenta Anos)





S enhor aniversariante
E lvino do Nascimento,
T em esta data importante
E m que festeja outro nascimento.
N estas sete décadas de vida
T eve um constante movimento
A legrando em utopia divertida.


A ssim os contas, assim os somas
N esse teu rico historial...
O ra mesmo que pouco comas
S oma mais metade, no total.



HOMENAGEM AO PAI DO MEU FILHO NO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO
(10-02-2008)

MOMENTOS DE AMOR



E nesse lugar lá tão distante
M undo pleno de cores e cheiros
A
lmas as nossas de paixão exuberante
N
esse sol abrasador em nós qual guerreiro

U
m grito desesperado, angustiante
E
cheio de amor verdadeiro
L
eva-nos a esta loucura sufocante

M omentos estes em nós gravados
O s esqueceremos jamais
R
apsódias líricas a nós sonegadas
E
ncontros sempre mágicos e imortais
I
maginados numa tela antiga pintada
R
etratando-os em cores ancestrais
A
mor revivido com o som da nossa risada

SUSANA CUSTÓDIO
(10-02-2008)

sábado, 26 de janeiro de 2008

O VENTO QUE TE TROUXE QUE TE LEVE - Acróstico de Susana Custódio

 


  
 O VENTO QUE TE TROUXE QUE TE LEVE  - Acróstico

(Susana Custódio)



O amor de um fidalgo

V eio até mim...pensei algo
E ntusiasmada pelo prazer.
N
um momento de galanteio
T ive sonho, devaneio...
O melhor que pode acontecer

Q uimeras! Quem as não tem...
U ma atracção por alguém
E mbala-nos nesse caminho.

T
udo! Quando não há mais ninguém 
E mperrando o nosso carinho.

T rocámos afecto, fantasias
R epetindo todos os dias
O bem que repartimos.
U ns espaços de ternura
X aile na sua cobertura
E ncobre-nos todos os mimos.

Q uando alguém quebra a promessa...
U ma facada na amizade
E
noja-nos, é falsidade...
 

T emos então a nossa pressa
E m voltar à liberdade.

L eva para longe esse teu feitio
E nvolve-o com todo o jeito,
V ive bem esse desafio
E ncontrando alguém perfeito.





Sintra – Janeiro de 2008



AMIGOS DE OIRO OU DE LATÃO





P’ela vida vamos caminhando
E com tanto caminhar
Pessoas vamos encontrando
Que afectos nos querem dar,

Com o passar do tempo vamos amando,
Esses antes que eram desconhecidos
E sem sabermos ainda se são oiro ou latão
Temos o costume de chamar de amigos.

Passamos o tempo
Sempre com eles no coração
Damos e recebemos mimos
Contudo os falsos se mostram
Na primeira discussão,
E verificamos que foi uma grande ilusão
Pois cegos de amizade estávamos
E não soubemos destrinçar
Que esses não eram oiro
Afinal eram de vulgar latão

É assim com bofetadas
Sejam elas dadas com palavras
Ou até mesmo com a mão
Que vamos destrinçando
Os falsos dos verdadeiros amigos
E aprendemos esta grande lição


Susana Custódio

(17-01-2008)

TRISTEZA um poema de Susana Custódio

TRISTEZA

Susana Custódio


Ah, esta tristeza que me definha!
É como fogo que me consome,
É como ter vontade de comer e não ter fome!
- Esta tristeza é dor que no coração se aninha…

Quisera eu que ela não fosse minha,
Para este mal não há remédio que eu tome
E que me deixe escrever nestas linhas,
Que a mágoa que sinto… é enorme;

Tristeza de não sentir uma boca na minha,
Esmagando-a até à morte,
Arrancando-me a alma plo caminho,

Com o desespero louco de dor forte.
- Vou-me elevando aos ares como avezinha
Dorida, só, sem rumo, sem norte, esperando a morte!


                                                                                     
Ano: 1978




Sintra - Portugal - Janeiro 2008