sexta-feira, 28 de março de 2008

PERDIDA DE TI de Susana Custódio






PERDIDA DE TI

Tento ver-te entre a multidão
Procuro-te no meio das ruas
Dentro daquela linda canção

Mas não te encontro

Procuro no horizonte onde
O céu fica mais perto de mim
Encontrar os teus olhos cor de alecrim

Mas não te encontro

Na beira-mar vigio as ondas
Tiro a roupa e nelas mergulho
No fundo das areias vasculho
Emirjo com mãos vazias de ti
As lágrimas correm com pena de mim

Mas não te encontro

Corro pelos campos verdes em flor
Pensando atenuar esta imensa dor
Quero voar com as borboletas
Na direcção dos cometas

Mas não te encontro

Neste louco caminhar
Continuarei a te procurar
Para o meu amor te dar

Por agora digo-te:
Já que não posso ver o teu rosto
Tocar a tua mão
Entrar dentro do teu coração
Apertar-te nos meus braços
Envio-te a minha alma através
Do tempo e do espaço


SUSANA CUSTÓDIO 


( 04-02-2008)


























ADEUS POR ENQUANTO um poema de Susana Custódio





ADEUS POR ENQUANTO

O meu amor é como o vermelho,
D’uma rosa vermelha recém-nascida em Junho
O meu amor é como a melodia
Que é docemente tocado em sintonia
Meu amor, aqui eu testemunho
Então, em profundo amor estou eu:
Continuarei amar-te ainda,
Até que todos os mares sequem:
Até que as rochas derretam com o Sol
O meu amor é assim profundo e lindo
Continuarei amar-te ainda a ti querido,
Enquanto as areias da vida vão caindo!
Por agora,
Digo-te adeus meu único amor!
Adeus, só por enquanto!
Um dia, eu voltarei de novo, meu amor
Mesmo que leve esta minha vida rindo
Em completo pranto!



SUSANA CUSTÓDIO

(16-01-2008)




A FIGUEIRA


 




A FIGUEIRA


Em casa do meu avô havia um quintal
Tinha lá uma maravilhosa Figueira
Uma árvore de folhas verdes já ancestral
Seus figos eram uma autêntica petisqueira

Esta Figueira era para todos muito especial
Todos nós reunidos em alegre cavaqueira
Sob a sombra desta Figueira sentimental
E é esta uma homenagem feita à minha maneira






CIRANDA DA (MERIAM LAZARO)
( 22 de Março de 2008)

SUSANA CUSTÓDIO




ENTRE


 
ENTRE a noite e o dia

Há o espaço do sonho

ENTRE o sonho e a realidade

Há este espaço medonho

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Poema para A CIRANDA

com o tema ENTRE
















TRILOGIA 1






TRILOGIA I


Perscrutando na escuridão
A imensidão do Mundo, sem fim…
Não vêem o que de verdade há em si.
Assim estão os meus
OLHOS

Tristes, meigos e lindos…
Virados para esta paisagem infinda
Não sabem a tristeza disfarçar!
Mesmo assim são belos estes
OLHARES

Que exprimem dor!...
Milhentas vezes, desilusões
Existem para me atormentar o coração
Como telas pintadas de amor, serão
VISÕES
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SUSANA CUSTODIO


(01-03-2008)