quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PERJÚRIO de Eugénio de Sá



Perjúrio

(Eugénio de Sá)

Amor, que desta ausência a desventura
Eu sei que molda no teu peito a cruz
E que te esbate o excesso de ternura
Por que o porvir assim não te seduz;

É meu temor que se apouque a certeza
Na indulgência que o escrever transmite
Na carta onde percebo que a firmeza
Mente ao tremor que o perjúrio admite

Falta-me o chão e falta-me a coragem
E a minha solidez já não me ampara
Pra enfrentar o fim desta viagem

Crueis os fados que o amor separa
Ímpias as sortes que as vidas desfazem
Maldito o inferno que o demo prepara!

domingo, 17 de julho de 2011

NO INTERIOR DO EU de Eugénio de Sá




No interior do eu

Eugénio de Sá


Nego a superficialidade,
A convenção, o parecer
Nego a mediocridade
E nego assim esse querer
Vestido de falsidade

Nego o eu que nega o viço
Da criança que nós somos
Nego o tudo o que é enguiço
A ver a vida, risonhos
Nego todo o que é postiço

Que essa beleza interior
Do eu não subordinado
Escolha a essência melhor;
Que é o recusar um fado
Que outro eu nos quer impôr



Sintra – Portugal - Julho 2011


domingo, 11 de julho de 2010

QUANDO EU DEIXAR DE EXISTIR - Poema de Caio Amaral - declamação voz de Susana Custódio



QUANDO EU DEIXAR DE EXISTIR

Virei ao mundo como chuva de verão
Para molhar o teu corpo, dar a ele o prazer de sorver
O sabor da natureza e por ela viver com emoção,
O deleito e a graça da magnifica arte de viver

Serei brisa em acalanto para o teu rosto refrescar
Ficarei em forma de sorriso, de amor e felicidade
Para que jovialidade contigo possa sempre estar
Serei a paz da tua alma que irá durar a eternidade!

Para trazer-te energia aquecer-te-ei com o meu calor
Serei sol e serei céu! Serei o teu próprio Universo!
E para perfumá-la com o meu cheiro serei a tua flor!

Em ti ficarei como solfejo de uma afável sinfonia,
Para encantar a tua vida, sublimar os teus caminhos,
E farei enamorar-se de mim pela suavidade desta melodia

Brasil – Caio Amaral 2008


 Sintra - Portugal - 2012

TAMBÉM PODE OUVIR A DECLAMAÇÃO NA VOZ DE SUSANA CUSTÓDIO


quinta-feira, 10 de junho de 2010

E CAI A NOITE - Poetrix de Luis da Mota Filipe - Sublimado por Susana Custódio


E CAI A NOITE - Poetrix

Vestidas de luz,
Levantam-se as estrelas,
Cúmplices da nossa fogosa paixão



De: Luís da Mota Filipe


E CAI A NOITE

Poema Subliminar

(Susana Custódio)

Vestidas de pranto as faces, qual manto

De veludo azul doirado a

Luz fulgurante bailando nos olhos

Levantam-se então, como em prece

As nossas mãos na direcção das

Estrelas que nos velam do céu

Cúmplices nesta noite, do beijo

Da tua boca na minha, anunciando a

Nossa intimidade, tão

Fogosa tão intensa, tornada agora

Paixão colossal que lateja nos nossos corpos


Sintra - 29 de Abril de 2010
 

Susana Custódio