segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
SIMBIOSE DE CORPO E UNIVERSO de Eugénio de Sá
Foto: Universo Natural
Simbiose de corpo e universo
Simbiose
de corpo e universo
Sem
artifício mais que o natural
Ela
flui, e progride, original
Como
a poesia nasce em cada verso
E se
aos céus é propícia a harmonia
É porque
o homem de Deus recebeu
O sublime
talento, o apogeu
A que
emprestou a sua fantasia
A
glória destes sons sintonizados
São
sinfonias d’alma que se eleva
Aos
altos patamares iluminados
São
victórias da luz que varre a treva
Sob
o sorriso de Arcanjos alados
Que
enlevados se esquecem da guerra
Eugénio
de Sá
Setembro
de 2009
Sintra - Portugal 2013
VEJA EM VÍDEO COM FORMATAÇÃO DE SUSANA CUSTÓDIO
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 15 de novembro de 2011
O POEMA QUE NÃO TINHA ESCRITO de Eugénio de Sá
O poema que não tinha escrito
(Eugénio de Sá)
Não me ocorrera ainda descrever
A nostalgia de uma vida omissa
Porque sempre entendi como premissa
Contar coisas que pudesse entender
Mas o espírito manda e a gente faz
um poema de sentidos que não sinto
E embora muitos vão pensar que minto
Não é decerto isso que me apraz
Vivo como saudoso de irrealidades
De memórias inertes que me assombram
Busca vã nos registos das minhas saudades
E como que vindas do meu inconsciente
Desfilam cenas de vidas passadas
Baixos relevos, são tudos e nadas
Que da realidade não são consistentes
Mas não quero perder este condão
Que me enternece e enche de carinho
E que é p’ra mim como o pão e o vinho
Num enlevo de preces em celebração
Revejo um rosto no meu devaneio
Um olhar manso de calma sedução
Fico tonto de amor naquela mansidão
Inunda-se-me a alma plena desse enleio
Até que enfim a vida vem bater-me à porta
Desperta-se o torpor repõe-se a inquietação
Mas nos sombrios recantos deste coração
Permanece a ternura longe de estar morta
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
PERJÚRIO de Eugénio de Sá

Perjúrio
(Eugénio de Sá)
Amor, que desta ausência a desventura
Eu sei que molda no teu peito a cruz
E que te esbate o excesso de ternura
Por que o porvir assim não te seduz;
É meu temor que se apouque a certeza
Na indulgência que o escrever transmite
Na carta onde percebo que a firmeza
Mente ao tremor que o perjúrio admite
Falta-me o chão e falta-me a coragem
E a minha solidez já não me ampara
Pra enfrentar o fim desta viagem
Crueis os fados que o amor separa
Ímpias as sortes que as vidas desfazem
Maldito o inferno que o demo prepara!
domingo, 17 de julho de 2011
NO INTERIOR DO EU de Eugénio de Sá

No interior
do eu
Eugénio de Sá
Nego a superficialidade,
A convenção, o parecer
Nego a mediocridade
E nego assim esse querer
Vestido de falsidade
Nego o eu que nega o viço
Da criança que nós somos
Nego o tudo o que é enguiço
A ver a vida, risonhos
Nego todo o que é postiço
Que essa beleza interior
Do eu não subordinado
Escolha a essência melhor;
Que é o recusar um fado
Que outro eu nos quer impôr
Sintra – Portugal - Julho
2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
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