sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
A notícia chegou, fera e
contundente
A espada flamejante cindira a
noite
E os arcanjos precipitaram-se sobre a
terra.
Mas era tarde demais, a juventude
agonizava
Vítima inconsciente da incúria e
da estupidez.
E o Brasil
chorou!
- Primeiro incrédulo, depois
dormente,
Por fim,
inconformado.
E a madrugada, ao sul, ficou
vermelha
E a tristeza arrastou-se por
ela
Até que o dia despontou, vergado à
dor.
Aos jovens que a morte, precocemente,
levou
e às suas famílias destroçadas
e votadas à eterna amargura da
perda.
Eugénio de
Sá,
em nome dos muitos portugueses
que choram com os seus irmãos
brasileiros.
29.Janeiro.2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
PASSARINHO POETA - Eugénio de Sá; PASSARINHO MENSAGEIRO - Dioni Fernandes & MENSAGEM DE PASSARINHO - António Barroso (Tiago)
- Passarinho poetaEugénio de SáO Ledo passarinho que esvoaça
Junto à minha janela pla manhã
Parece querer dizer-me em seu afã
Que é diferente aos demais da sua raçaQuem sabe se é alguém que eu conheci
E que voltou à vida convertido
Alguém que admiro e me é querido
Talvez algum poeta dos que eu li…E que no coração inda transporte
Todo o lirismo que o faz gorgear
Servindo-se do sol como suporteParece que um poema quer trautear
Saltitando no seu minúsculo porte
Em busca de sustento a debicarSintra – Janeiro – 2013
Formatação
AugustaBS -BrasilSintra – Janeiro - 2013
Formatação
AugustaBS -Brasil
Este passarinho de bela raça,
Que à tua janela gorjeia,
Te acorda bicando a vidraça
E com lindo canto te homenageia,É o amor que bate ao teu coração,
Pedindo guarida, quente ninho,
Num impulso sublime de grande paixão
De alguém que te era muito querido.Traz no coração, d'outras vidas, a saudade
Dos momentos vividos com felicidade
De ter os teus carinhos, simplesmente.Tece um poema em seus gorjeios, contente,
Que faz efeito no teu ser que, sem falsidade,
Abre o coração e deixa plantar, de novo, a semente
Para o meu querido amigo e nobre poeta, que muito admiro, o meu carinho.
Di Virtuoso.
Arte e Formatação:
AugustaBS
- Mensagem de passarinho
António Barroso (Tiago)- Sou eu, sou eu – gritou o passarinho,
Aquele que tu leste, inda criança,
Camões, com seus sonetos de esperança,
Pessoa, olhando as pedras do caminho.Florbela, triste e só, sem um carinho,
Bocage, improvisando, p’las vielas,
Sou quem enalteceu, em frases belas,
A glória de Albuquerque e de Mouzinho.Mas é, p’ra ti, o meu cantar de agora
E, no meu gorgear, vê tu que aflora
Uma mensagem simples, bem discreta,Porque, mais tarde, irei falar de ti
Dizendo, aos vindouros, que já vivi
Certa manhã, cantando a um poeta.
Lagos – Portugal (23/05/2013)
- OS PARDAIS DE CONQUISTAPela manhã já bem cedinho, a brumaNem se desfez…cidade adormecidaE o alarido dos pardais convidaA cada qual seu labor assuma.Aos poucos deixam a noturnal guaridaE cada bando em revoada rumaPara os seveiros dos quintais. NenhumaHora do dia lhes será perdida.E quando se recolhe à tardinhaNo aconchego do galho em que se aninhaA pardoca, feliz, com seu pardal,Ensina ao mundo quanto vale um diaDe trabalho, de luta, de harmonia,No sinergismo de um feliz casal!...Ernane Gusmão
Brasil - 1 Fevereiro 2014
FALAR DE AMOR
(Eugénio de Sá)
Não sei se falar de amor
Possa
ser aliviado
Se cantado
com ardor
Correndo as veias de um fado
C’o uma guitarra a trinar
Bem o ouvimos chorar
Camões a ele se referiu
Por ele morreu Dona Inês
E a dor que a Tristão cingiu
Fê-lo morrer outra vez
Que d'amor também morremos
Se de nós tudo lhe dermos
Porque amor é tudo, é nada
É em nós um alvoroço
Que nos toma pla calada
E nos aperta o pescoço
Como cordame de proa
Que ora folga, ora magoa
Amor é fogo sem fumo
Que arde em nós sem nos queimar
E nos deixa sem um rumo
Remexe sem molestar
Ave que voa na bruma
Rasando as ondas e a espuma
É bem que se expõe à lua
Buscando as sombras e a luz
Em alternâncias divinas
Benditas pelo Bom Jesus
Qu’isto de amar vem de Deus
Por
isso Ele nos fez tão Seus.
O BRONZE DA HISTÓRIA - Eugénio de Sá
O
bronze da história
Eugénio
de Sá
Tem
nobreza o verdete acumulado
Em mil
anos de história portuguesa
Mas
nada tem de nobre ver vergado
O justo
orgulho às marcas da vileza
Pátria
de sacrifícios, que mais querem
Que dês
a esta terra bem amada?
- Se o
sangue já lhe deste ao te pedirem
Qu’em
Alcácer e La Lys
fosses pisada
Que
mais hão-de pedir-te, Portugal
Se já
te enfileiraram na pobreza
Se já estás entre as vítimas do
mal?
Mas
vais erguer-te pátria, que é letal
Essa
indómita força, essa firmeza
Que te
fazem pôr fim ao surreal!
A
Portugal,
nos tristes
dias que correm
26 de Janeiro
de 2013
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