sábado, 7 de setembro de 2013

HONRA E GLÓRIA AOS BOMBEIROS PORTUGUESES - 2013

 Em matéria de fogos
ESTE FOI O PIOR VERÃO DESDE 2006
 EM PORTUGAL


Com o Verão de 2013 prestes a chegar ao fim, é tempo de assumirmos o balanço do resultado dos fogos que varreram milhares de hectares no Norte e no Centro de Portugal. Não podem por isso os responsáveis deste Blog deixar de se ser solidários com a mágoa por que estão a passar os valorosos bombeiros destes país face à perda de 8 (oito) dos seus membros mortos em defesa das populações e dos seus haveres.
Esta é a nossa forma de manifestarmos o nosso mais sentido pesar.

Susana Custódio e Eugénio de Sá
SINTRA - PORTUGAL - SETEMBRO 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

SER BOMBEIRO de Zé Albano *São sete (7) o número de bombeiros mortos nos incêndios de Portugal 2013

São sete (7) o número de bombeiros mortos nos incêndios de Portugal 2013 

SER BOMBEIRO...!

Zé Albano


Acorre sempre à tragédia e à desgraça
Nos apelos que ao seu quartel chegam em massa
Num compromisso constante com a pontualidade
Tem como objectivo o bem da Humanidade

Ser Bombeiro estampa-se agora a nobreza
De que perante todos os perigos é uma defesa
Em que toda a gente deposita confiança
Como num ídolo protector da segurança

Esforçando-se na estrada ou na floresta
No incêndio vai protegendo o que daí resta
Em prol do bem vai semeando o amor

Mesmo no naufrágio é visto como um Salvador
É audaz bem humano e também muito cortês
Vida por vida! Tem tocado tanta vez...

Guarda - Celorico da Beira - PORTUGAL 
Maio 2009

A ALIANÇA de Eugénio de Sá

Dos Vândalos do norte, aos Visigodos
dos ascéticos Celtas, aos Romanos
soubemos intuir dos bardos todos
os valores dos melhores; os Lusitanos

Galopámos por terras montanhosas
galgando a leste as serras mais bravias
vimos de mil batalhas gloriosas
defendendo estes chãos, com valentia

As hordas mauras, ferozes, respondemos
E em minoria, face aos castelhanos
heroicamente, como aos sarracenos
A todos eles, indómitos, vergámos

Muitos séculos passaram, muitos anos
mas os que desta terra se querem apossar
 saibam que inda hoje os bravos Lusitanos
 da bruma voltarão pra nos salvar!


Eugénio de Sá
Outubro
2012
Sintra - Portugal - Setembro 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

MEA CULPA - Eugénio de Sá

Mea culpa

Eugénio de Sá

Ah, se esta contrição tornasse leve
As culpas de te haver ignorado
Mas sabes tu, mulher, é este o fado
De quem ignora o bem, e a quem o deve

Chamas-te parva porque idealizaste
O que se pode querer de quem se ama;
O fulgor do desejo, aquela chama
Que em devaneios tu idealizaste

Mas nada foi secreto e eu senti
Que perdera, imbecil, todos os créditos
Ao ler no teu olhar tudo o que li

E se hoje já não ouves os meus éditos
Não posso censurar-te, pois eu vi
A desistência nos teus ombros trépidos

Sintra - Portugal - Setembro 2013

Também pode ver em vídeo na linda arte e formatação do amigo Dorival Campanelle


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SER BOMBEIRO - Joaquim Evónio de Vasconcelos

SER BOMBEIRO



RAÍZES

Bombeiro palavra santa,

não foi dita por ninguém.

Vem da terra como a planta,

como o filho vem da mãe.

PEDAGOGIA

Ser bombeiro é ser poeta

a trabalhar com enxada...

Semear semente certa

na terra mais precisada!
AMOR

É ter granadas no peito

e nos olhos um trovão,

mais um coração perfeito

para amar o seu irmão!
CORAGEM

Ser bombeiro é ter fé

e ser forte, muito forte,

para combater de pé

contra a morte até a morte!
SAUDADE

E aqueles que tombaram

na longa estrada da vida,

grande saudade deixaram,

hoje mais viva e sentida.
UNIVERSALIDADE

Bombeiros do meu país,

Bombeiros de Portugal,

tendes aqui a raiz

mas a alma universal!    


 Autor do Poema: Coronel Joaquim Evónio

Bombeiro Artista plástico: Henrique Tigo



Uma homenagem aos nossos bombeiros
SINTRA - PORTUGAL - AGOSTO DE 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A SUBLIME LIÇÃO DOS SOLDADOS DA PAZ - um apontamento de Eugénio de Sá


A sublime lição dos soldados da paz


( Um apontamento de Eugénio de Sá )

Neste deserto global da indiferença humana em que vemos transformar-se a sociedade, sobretudo a sociedade cosmopolita, os bombeiros voluntários constituem autênticos oásis de solidariedade e de esperança, que mostram que nem tudo está perdido. Outras classes há que, pela sua estimável ação, são igualmente dignas de menção e justo aplauso, sem dúvida, mas os “nossos” bombeiros ocupam, indiscutivelmente, o altar mais alto da admiração coletiva.
 


(ver desenvolvimento abaixo)



O toque da sirene sobrepõem-se aos afazeres e aos passatempos dos que se encontram em prontidão, ou, dos que o não estando, sabem que a sua presença pode ser um importante reforço aos que vão enfrentar-se com os acidentes provocados pela natureza ou pelo seu semelhante, quer seja por infortúnio, por incúria ou desleixo, ou ainda por tantas outras causas, cujos efeitos eles ajudam a minorar, sem se poupar a esforços e sacrifícios, nem questionar ou emitir juízos de valor.

Dão-se simplesmente, tantas vezes com o risco da própria vida, para tentar salvar outras, honrando a máxima universal da sua classe: “vida por vida”.

Quantos de nós não tomamos conhecimento ou assistimos já – ao vivo, ou em directo, pela TV – a espectaculares acções destes benditos soldados da paz? – Podemos, certamente, dizer que lhes perdemos a conta, tal a profusão de situações de típica intervenção dos nossos abnegados e gloriosos bombeiros e bombeiras, hoje já em grande número.

E não se pense que, apesar de voluntários, estes homens e mulheres não estão preparados e treinados para operar. - Ao contrário; a sua disciplina e coordenação com a respectiva cadeia de comando é perfeita e a qualidade da sua acção irrepreensível e altamente eficaz, ao invés do que, infelizmente, vem acontecendo com outros sectores “ditos” profissionais.

Parafraseando Lord Winston Churchill, então em tempo de guerra, direi sobre a valia social dos bombeiros voluntários - e, também, com inteira justificação -que, em tempo de paz; “nunca tantos deveram tanto a tão poucos” .

Saibamos aproveitar a lição de solidariedade destes verdadeiros soldados da paz, que não desertam perante o perigo e que sabem oferecer, sem hesitações, a sua vida, em holocausto, sempre que está em causa a salvação da do próximo e a dos seus bens.



Eugénio de Sá



terça-feira, 27 de agosto de 2013

QUE MUNDO É ESTE - Eugénio de Sá


Que mundo é este?

Eugénio de Sá



Vil, este quadro que nos é patente

De um mundo onde devia a evolução

Inferir das mais razões dando razão

Aos que se enfraquecem desesperados

E cujos baços olhos, tristes e parados

Já não ousam olhar ninguém de frente.



Vil, toda essa covarde omnipotência

Sobre quem nunca pode contrapor

Mas que continua a ser justo credor

De um pouco de carinho, de atenção

Em vez de receber, brutal, a negação

 Quando se humilha em busca d’indulgência.



Vil, toda a tirania do poder maior

Num mundo tão carente e esfomeado

Mas são ferozes as regras do mercado

Que não hesitam em tudo explorar

Porque se o lucro der o que tiver de dar

Que importa ignorar qualquer pudor?



Que mundo é este onde a morte campea

Sem que valor lhe dê quem tem de dar

Mas que o tirano não hesita armar

P’ro censurar depois publicamente

Fazendo jus em ar eloquente

Ao cínico Pilatos, cujo estilo enleia?
 Eugénio de Sá
Sintra - Portugal - Agosto 2013

Pode ver também em vídeo numa linda formatação da amiga Amélia Soares
Com montagem em vídeo por Susana Custódio