domingo, 13 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
REJEIÇÃO DO IMPERFEITO de Eugénio de Sá
Desconfie-se dos auto-proclamados
‘eruditos’.
Por norma, o seu espírito não
excede os limites
da banalidade e as restritas
aspirações do acessório.
E.Sá
A rejeição do imperfeito
Eugénio de Sá
O teu saber e
o meu, ambos restritos
- Que do saber, da
fama não me fio -
Se de ‘eruditos’ está
cheio o vazio
Quero que me encha a
sede d'infinito!
E assim, postulo a causa
da poesia
- que ao
douto não deve explicação -
Como valor maior da
exaltação
Que o espírito liberta,
em extasia.
Essa poesia que canta o
amor
que solidária ampara cada
dor
Esse encanto
que vem do coração...
Que os ‘eruditos’ a
escrevam a eito
Alucinados em tornar
perfeito
O que imperfeito é, pla
rejeição!
Sintra – Portugal –
Outubro 2013
CARTA POÉTICA de Eugénio de Sá
CARTA POÉTICA
Eugénio de Sá
A ti, mulher, que a tua vida
abriste
Pra consolares est’alma
amargurada,
A ti, que no meu peito já dormiste
E ali te sentes calma e sossegada;
A ti, amante querida e desvelada
Que me velas o sono de poeta
E cuidas que na ascética morada
Residam as memórias mais
provectas;
A ti, que me deslumbras os
recantos
Onde a poesia em meu ser se
esparsa,
Quero dizer que me nutres de
encantos
Com a tua ternura os males me
apartas
Que d’outros horizontes são
quebrantos
Volatizados no amor com que me
fartas.
( poema revisto )
Também pode ver em vídeo na bela formatação do amigo Dorival Campanelle
domingo, 29 de setembro de 2013
As Eleições Autárquicas e o significado da esmagadora victória do independente Rui Moreira na cidade do Porto
Dr. Rui Moreira
As Eleições Autárquicas e o significado da esmagadora
victória do independente Rui Moreira na cidade
do Porto
Em muitos momentos do seu
discurso da noite eleitoral, senti que o Dr. Moreira, usava as palavras que há
muito afloram as minhas reflexões sobre o que se passa no nosso país. Ele foi
esta noite, realmente, o grande protagonista e demonstrou que o “não-sistema”
pode funcionar, aquele a que cada vez mais portugueses parecem vir a aderir
porque entendem que esse é o caminho para estragar a vida a quem nos vem
estragando há tantos anos a nossa. O “sistema”, tal como foi montado e existe,
cansou já o nosso povo pelo permanente ludibrio em que o mantém, pelo logro em
que insiste, sempre manipulado em sujos jogos de bastidores partidários. E os
partidos que o representam têm de o entender de vez, e de repensar o seu papel
numa sociedade farta de tanta parcialidade e incompetência, personificada na
governação e nos interesses corporativos despudoradamente representados nas
bancadas da Assembleia da República.
Ou alguém poderá pensar que
uma maioria de advogados ali arranjará maneira de (conscientemente) prejudicar
os seus maiores clientes? – O povo que se lixe, mesmo à custa das maiores iniquidades,
incluindo a retirada de direitos adquiridos depois de vida inteiras de trabalho
e de contribuições.
O caminho terá pois de ser o
de dar força a um movimento de cidadãos sérios e responsáveis, que dê uma
expressão cada vez maior à criação de um “não-sistema”, que favoreça a
constituição de uma imparável força de pressão que venha a permitir exigir que
se ponha no poder gente séria e competente, disposta a servir definitivamente
os interesses do povo, e não a servir-se dele, em serviço próprio ou de classe,
e a sacrificar todo um país às gananciosas ânsias de uns quantos fulanos
filiados nos partidos e fazendo disso o seu único modo de vida.
Fala-se muito, falou-se e
continua sempre a falar-se em democracia para justificar o “sistema” vigente.
Mas será que o que aconteceu esta noite no Porto ela não foi exercida em
toda a sua plenitude?
– Apesar de Lisboeta,
reconheço que de lá sempre vieram boas lições. Que esta sirva também, meus
senhores.
Leiam o discurso de Rui
Moreira, está lá tudo dito.
Eugénio de Sá
Sintra – Portugal 29 de
Setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
HÁ POETAS NA MINHA TERRA um poema de António Barrosos (Tiago) - ( Inspirado no poema Poeta da Minha Terra, do amigo Eugénio deSá )
Há poetas na minha terra
( Inspirado no poema Poeta da Minha
Terra, do amigo Eugénio deSá )
António Barroso
(Tiago)
Poeta, no teu
verso, tão modesto,
Procuras tua
terra enaltecer,
Mas custa
vê-la, triste, empobrecer,
Por isso,
gritas, alto, o teu protesto.
Não tem eco,
talvez, esse teu gesto,
Mas a musa te
força a defender
Essa terra
que, um dia, te viu nascer
E que te
ensinou um viver honesto.
Grita, poeta,
grita o teu sentir,
Grita para que
o mundo possa ouvir
Toda a revolta
que teu peito encerra.
E deixa que teus versos vão, no vento,
Dizer que não
morreu o pensamento,
Que há poetas,
ainda, em minha terra.
Poeta
da minha terra
Eugénio de Sá
Poeta da minha terra, que
mergulhas na saudade
És poesia sem idade, puro objecto do amor
Em ti vive a nostalgia e um sentimento de dor
Que nascem da alquimía do sonho e da liberdade.
És poesia sem idade, puro objecto do amor
Em ti vive a nostalgia e um sentimento de dor
Que nascem da alquimía do sonho e da liberdade.
Ah poeta, a tua voz, cantada
em trovas e fados
Leva ao mundo essa tristeza que a tua alma mói
E quando te envolve a mágoa da perda que tanto dói
Deixas nos versos o choro dos teus olhos marejados.
Leva ao mundo essa tristeza que a tua alma mói
E quando te envolve a mágoa da perda que tanto dói
Deixas nos versos o choro dos teus olhos marejados.
Mas também sabes sorrir
quando te sorri a vida
E os teus versos vertem côr qual se fossem girassóis
Que salpicassem os prados da terra que te é tão querida.
E os teus versos vertem côr qual se fossem girassóis
Que salpicassem os prados da terra que te é tão querida.
Poeta da minha terra,
deslumbrado de arrebóis
Teu coração inquieto sempre estará de partida
Em busca d’outras vivências, na procura d’outros sóis.
Teu coração inquieto sempre estará de partida
Em busca d’outras vivências, na procura d’outros sóis.
Sintra – Portugal – Agosto 2013
Artes Finais by Rita
Rocha
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
FECHAM OS OLHOS um poema de Graça Ribeiro - Especial Semana das Mulheres -
Fecham
os olhos
Graça Ribeiro
Essa
violência que abomino e condeno
fica doendo em mim
e almejo respostas que não tenho
Matam por amor, quem diria?
esquartejam aquela que amaram um dia
retiram do mundo toda e qualquer poesia
Observo o noticiário e fico sem palavras
condenam a vítima, especulam o passado,
como se o crime não fosse crime
a vítima passa a ser o acusado
Mulheres à mercê de homens imaturos
que pensam ser donos do corpo
da alma e dos pensamentos
antes amantes...depois bichos violentos
Dói em mim a dor de todas as mulheres
suas lágrimas invadem o meu rosto
e diante dessa perplexidade
penso no sonho de igualdade
e os filhos que nada entendem
choram e questionam a verdade
A mídia tudo transforma em espetáculo
a violência, a mediocridade,
nada mais é obstáculo
para o sensacionalismo
dos crimes com requintes de crueldade
Entristece-me a realidade que vejo
e mesmo assim ainda acredito
que a justiça há de prevalecer
a intolerância, o preconceito,
o dedo que aponta
o desamor que condena
um dia hão de sair de cena
A cruel indiferença,
a ausência de amor
o descaso com os valores
desamores e rancores
a destruição da própria Casa
São consequências de uma batalha
onde o bem está perdendo a razão
Sonho com o dia em que a Paz
o equilíbrio e a fraternidade
voltem a reinar na humanidade
fica doendo em mim
e almejo respostas que não tenho
Matam por amor, quem diria?
esquartejam aquela que amaram um dia
retiram do mundo toda e qualquer poesia
Observo o noticiário e fico sem palavras
condenam a vítima, especulam o passado,
como se o crime não fosse crime
a vítima passa a ser o acusado
Mulheres à mercê de homens imaturos
que pensam ser donos do corpo
da alma e dos pensamentos
antes amantes...depois bichos violentos
Dói em mim a dor de todas as mulheres
suas lágrimas invadem o meu rosto
e diante dessa perplexidade
penso no sonho de igualdade
e os filhos que nada entendem
choram e questionam a verdade
A mídia tudo transforma em espetáculo
a violência, a mediocridade,
nada mais é obstáculo
para o sensacionalismo
dos crimes com requintes de crueldade
Entristece-me a realidade que vejo
e mesmo assim ainda acredito
que a justiça há de prevalecer
a intolerância, o preconceito,
o dedo que aponta
o desamor que condena
um dia hão de sair de cena
A cruel indiferença,
a ausência de amor
o descaso com os valores
desamores e rancores
a destruição da própria Casa
São consequências de uma batalha
onde o bem está perdendo a razão
Sonho com o dia em que a Paz
o equilíbrio e a fraternidade
voltem a reinar na humanidade
Tutorial de Sissi
Designer
Tubes de Narah;
DWorisch-foto Salih Güler
Arte e Formatação
Angela Conde
Sintra - Portugal 11 Setembro 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
A PÁGINA LACRADA - Eugénio de Sá
A página lacrada
Eugénio de Sá
Escoltada de Virtude e Consciência
Ela lá está, envolta em densa bruma
De mistério carrega a consistência
Do impossível, tudo o que a desuna
Ela é a página onde o lacre avulta
Hermética, cativa, insondável,
Fechada a toda e qualquer consulta
Qual cofre de segredo confiável
Lá dentro estão segredos e desejos,
Frustrações que guardamos só p’ra nós
Puzzles complexos, da vida; os sobejos!
Não raramente quando estamos sós
De lhe quebrar o lacre há o ensejo
Mas é um rio que corre contra a foz!
Sintra - Rio de Mouro - 10 Setembro 2013
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