segunda-feira, 11 de novembro de 2013

" PODES ENTRAR" Humberto Rodrigues Neto - HOJE 11 NOVEMBRO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO


PODES ENTRAR
Humberto Rodrigues Neto


Brigamos, certa vez, e nunca mais
nos demos um ao outro alguma chance;
nem um nem outro desejou jamais
voltar a folhear velho romance...

Nós nos amávamos sinceramente
num lar onde floria real meiguice...
Um dia o desmanchamos num repente
de questões bobas de pueril tolice.

Porém das ondas da vida ao marulho,
eis que ela quebra a minha noite insone
a perguntar, já despida de orgulho,
se inda a amo, a chorar ao telefone.

Mantendo o que inda resta dos meus brios,
tento repor o aparelho no gancho,
mas envolto em remorso e calafrios,
lhe digo em pranto que no olhar desmancho:

Perguntas-me se ao lar podes voltar
já não tão jovem e nem tão faceira...
Ah, podes... Podes sim...  É só pegar
a chave que ainda está sob a floreira!



 Hoje dia 11 de Novembro é dia de S. Martinho -Portugal
Também é o dia do aniversário do nosso amigo
Humberto Rodrigues Neto - Humberto Poeta

São Humberto Martinho
(Eugénio & Susana)

É Dia de São Martinho
E festeja-se o santinho
Com água-pé e castanha
Junta-se o pão e as famílias
Afugentam-se as quezílias
E não há quem se abstenha!

O dia é também de Humberto
E é por ele que aqui disserto
Nesta data tão especial
É teu níver, não esquecemos
Não estranhes que a ti brindemos
Desde aqui, de Portugal.





Sintra – Portugal – 11 Novembro 2013






segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Homenagem a Carlos do Carmo pela passagem do seu quinquagésimo aniversário da sua carreira

Estados d’Alma
associa-se às comemorações dos 50 anos de carreira
de Carlos do Carmo, o fadista português contemporâneo
mais conhecido e admirado no mundo.

Foi ele que, ao lado de Marilza - como embaixadores dessa candidatura - muito influenciou a distinção do Fado como Património Imaterial da Humanidade. Já lá vão dois anos.





FADO É AMOR!
( Segundo Carlos do Carmo )

 
FADO É A( Segundo Carlos do Carm
Carlos do Carmo celebra 50 anos de carreira em 30 de Novembro de 2013.



Nome maior do fado, é uma referência no panorama artístico nacional com centenas de temas que povoam o imaginário de todos os portugueses. O fadista que cantou nas melhores salas de espectáculos do mundo assinala um ano especial no Centro Cultural de Belém com um grande concerto de celebração de uma vida inteira dedicada ao fado.

Carlos do Carmo convidou para esta ocasião a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo Maestro Vasco Pearce de Azevedo






Esta é a minha homenagem a Carlos do Carmo
pela passagem do quinquagésimo aniversário da sua brilhante carreira

Eugénio de Sá


Este homem da cidade, é nobre e sério
Um filho de Lisboa e do seu fado
Um exemplo a seguir, um desidério
Pra quantos vêm nele um ser amado.

Os restos das canoas que ele cantou
Jazem no lodo, tristes, como o povo
Que olha o seu Tejo como ele o olhou;
C’o a fé com que sonhou o homem novo.

Devotado aos seus entes mais queridos
A todos trata com extrema simpatia
Porque o amor lhe manda nos sentidos.

E o país, que ele honra e prestigia
Sabe que o Carlos ouve os seus gemidos
E que sofre, com ele, o dia a dia.


Novembro

2013




Como o tempo passa!


Carlos do Carmo - dos anos sessenta aos nossos dias


O artista foi entrevistado em fins de Outubro no horário nobre do canal de maior audiência da televisão portuguesa; a Tvi.
Podem ver aqui essa entrevista que permite conhecer muito de Carlos do Carmo, o homem e o fadista:



( Recomenda-se um pouco de paciência, porque a peça é grande e leva alguns segundos a carregar )
 



 




Carlos do Carmo edita um novo álbum
comemorativo dos seus 50 anos de carreira

"Fado é Amor" é editado no dia 4 de Novembro





Trata-se de um disco único, em parceria com os maiores fadistas da actualidade.

Assista aqui a interessantes pormenores do que se passou nos bastidores do estúdio
 onde decorreram as gravações:





Viriato Teles assina um excelente trabalho sobre Carlos do Carmo





A sua biografia:

CARLOS DO CARMO

Carlos do Carmo nasceu em Lisboa. Filho de Lucília do Carmo (uma das maiores fadistas do século XX) e de Alfredo de Almeida, livreiro e posteriormente empresário na indústria hoteleira. Pode dizer-se que Carlos do Carmo foi criado no meio de uma atmosfera artística. A casa de seus Pais na parte velha da cidade, Bairro Alto, era um lugar de reuniões de intelectuais e de artistas, algumas das figuras proeminentes da Lisboa de então. Carlos do Carmo iniciou em 1963 uma das carreiras mais sólidas no panorama artístico Português...

Regressado a Lisboa, entrou no negócio da hotelaria com seus Pais, gerindo a casa de Fado fundada por eles; O FAIA, usando todas as ideias e técnicas que aprendera na Suiça. Após a morte de seu pai, Carlos do Carmo tornou-se gerente, e graças a seus méritos e boa-sorte, tornou a casa de Fados na melhor de Lisboa. Mas a música estava sempre presente nele e tendo gravado a pedido Mário Simões (quase por brincadeira), "Loucura", uma das canções de sua mãe. O sucesso dessa experiência foi tal que não era mais possível adiar o destino de Carlos do Carmo.

A oportunidade de fazer o seu primeiro disco apareceu rapidamente, e em 1964 gravou " Estranha Forma de Vida" .

A sua maneira de cantar era diferente, o seu estilo pessoal inconfundível, a continuidade que o Fado esperava e a certeza de que uma nova estrela tinha nascido. Deste momento em diante, o sucesso era parte da sua vida, a cada Fado que cantava, a cada disco que gravava, a cada espectáculo que dava, correspondia a mais um sucesso.

Todos os seus discos foram até hoje premiados pela sua qualidade e pelas vendas.

Os seus recitais para a televisão são já parte do arquivo histórico do Fado, reconhecidos como são pela sua qualidade elevada e pelo sentimento inovador que cada um deles transmite.

"Por morrer uma andorinha", "Duas lágrimas de orvalho", "Bairro Alto", "Gaivota", "Canoas do Tejo", "Os Putos", "Lisboa Menina e Moça" e "Estrela da Tarde", são alguns dos grandes sucessos populares da sua carreira.

O desejo de manter uma carreira verdadeiramente artística leva, há muito tempo, a ter como referências artistas tão diversos com Frank Sinatra, Jaques Brel, Elis Regina e José Afonso.

O seu percurso internacional foi projectado, como sempre gosta de afirmar, "pelos portugueses que saíram da minha terra à procurara de uma vida melhor e que me foram passando para as mãos dos empresários e agentes culturais dos vários países onde residem".

Já cantou nos cinco continentes e as suas passagens no "Olympia" em Paris, nas óperas de Frankfurt e de Wiesbaden, no Canecão de Rio de Janeiro, no "Savoy" de Helsínquia, no Auditório Nacional de Madrid, no Teatro da Rainha em Haia, no teatro de São Petersburgo, na Place des Arts em Montreal, no Tivoli de Copenhaga e no Memorial da América latina em São Paulo são momentos muito altos de sua carreira. Os concertos no Mosteiro dos Jerónimos, na Fundação Gulbenkian, no Coliseu dos Recreios, no Casino do Estoril e no Centro Cultural de Belém fazem a diferença ao nível nacional.

São inúmeros os prémios e honrarias recebidas até hoje, desde o título do Cidadão honorário da cidade do Rio De Janeiro, membro da Honra do Claustro Ibero-Americano das Artes, passando pelo diploma conferido pelo Senado de Rhode Island nos estados unidos pelo seu contributo para a divulgação da música portuguesa, do Globo de Ouro SIC de Mérito e da Excelência, do Prémio da consagração de carreira da Sociedade Portuguesa de Autores, até ao reconhecimento Nacional com a Ordem do Infante Dom Henrique.

Figura também como pioneiro na nova discografia Portuguesa devido ao seu disco "Um Homem no País", que foi o primeiro CD editado por um artista em Portugal.

Carlos do Carmo sabe a importância da vida em família, é casado desde 1964, tendo como fruto dessa união três filhos, uma rapariga e dois rapazes, com que mantêm uma relação muito próxima. Apesar de tudo, nem sempre é fácil conciliar a vida familiar, com a de um artista que viaja pelo mundo todo. Ele prossegue a realização desse sonho, porque considera a união da família importante, considera, ele próprio, o elo principal de uma corrente de ligações individuais.
Aprecia estar com amigos, e gosta de fazer novas amizades, mantendo um nível elevado na vida artística.

Carlos do Carmo é um artista que atingiu já, certamente, alguns de seus objectivos visando um público que o respeita e estima, apreciando nele, além das suas qualidades de grande intérprete as de um artista interessado na evolução da música da sua terra e que acredita na evolução do homem na sua globalidade.

Fonte (SIC): internet

   
Esta é uma edição



Investigação e Coordenação de:


Sintra – Portugal – Novembro 2013

PODE OUVIR AQUI O FADO

Carlos do Carmo - Canoas do Tejo

 

 

CARLOS DO CARMO - Um Homem na Cidade (ao vivo Lisboa)

 

 

 

CARLOS DO CARMO - Por Morrer Uma Andorinha

 

 



domingo, 3 de novembro de 2013

TRILOGIA DA DIMENSÃO de Eugénio de Sá

Trilogia da dimensão



Eugénio de Sá



Da cor



No desafio da cor, pinto o amor

A azul brilhante, pleno de afeição

E descrevo em rubores uma paixão

Enquanto que a carvão esboço a dor.



É verde a esperança sempre prometida

Já a lilás represento a mágoa fria

Em tons laranja mostro a alegria

E a roxo a traição nunca esquecida.





Do espaço



Olho os bulícios deste mar enorme

E a hídrica vontade de o cruzar

É igual ao receio de o enfrentar

Como algoz implacável e disforme.  





Do Infinito



No sonho, só ilusão existe

Deixo vogar a alma plo etéreo

Não importa por sobre qu’ hemisfério

Porque esta solidão em mim persiste.



Sintra - Portugal - Novembro 2013

VEJA AQUI O VÍDEO NUMA BELA FORMATAÇÃO DE AMÉLIA SOARES








sábado, 2 de novembro de 2013

A NOSSA PENA de Eugénio de Sá

A nossa pena
Eugénio de Sá

A pena que desenha a amizade
em breves linhas feitas de ternura
é a mesma que escreve a desventura
de ver partir amigos de verdade

É uma pena leve de tormentos
Se a vida nos premeia com amor
E que assina por nós como penhor
As decisões dos mais belos momentos

Mas o seu peso dobra quando a dor
Emerge do desprezo e da traição
Torna-se rude o traço da desilusão
Ao queremos descrever o desamor

Ingente e nobre quando quer expressar
Os tons de ouro da vida que já percorremos
Ímpio o trato ao papel se então escrevemos
Que a solidão nos pesa e veio para ficar

Também pode ver em vídeo formatado pela amiga Angelica Lepper:



Sintra - Portugal - Novembro 2013

GATINHO PRETO DE OLHOS GRANDES, AMARELOS - Poetrix de Susana Custódio





GATINHO PRETO DE OLHOS GRANDES, AMARELOS

(POETRIX)



Mútuo amor e ódio
Não tragaste o voo do amo
No pó unidos… na mesma pousada
 

                                
Susana Custódio
Julho de 2008

Nota: Uma homenagem ao 
gatinho " Silvester "

Sintra - Portugal - Novembro 2013