quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MISCELÂNEA um poema de António Barroso (Tiago) para Eugénio de Sá





Este soneto de António Barroso (Tiago) foi inspirado nos títulos de alguns poemas de Eugénio de Sá, o que o torna uma peça inédita plena de criatividade.
Os poemas a que o “ Tiago” alude e que fazem parte integrante do soneto podem ser acessados clicando nos respectivos links




Miscelânea

António Barroso (Tiago)

Anda o Sonho emprestado a flutuar
Numas lânguidas noites de verão,
E o Trovador amante, de emoção,
Canta pra’ sua amada, ao acordar.

Se há Esperança para duas vidas,
No sonho, na ilusão, na fantasia,
Diz o poeta, em frases repetidas:
- Em frente e, Voa minha poesia.

Alma minha subtil que em versos clama
Pra’ todo o mundo, paz fraternidade,
Que se cumpra a poesia, com verdade,
E que, por todo o lado, arda essa chama.

Já voou a poesia, num momento,
Ficou minha alma leve, mais liberta,
Direi, então: - tu tens a porta aberta,
Segue o teu rumo e Voa pensamento.

Parede - Portugal (04/02/2014)

 
Poemas de Eugénio de Sá
Para ler pode clicar nos respectivos links 



  
 


 


Sintra - Portugal - Fevereiro 2014
 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PERVERSO FADÁRIO, UM SONETO - INÉDITO - DE EUGÉNIO DE SÁ

Perverso fadário

Eugénio de Sá

Pudesse eu estar num alto patamar
Onde a angustia tentasse, sem servência
Assomar-se às alturas, e porfiar
Sem conseguir alçar-se à minha essência

Pudesse eu minorar por tal conforto
Os árduos excessos deste coração
Pois este é fardo que já mal suporto
Que me entorpece e priva da razão

Pudesse eu ver sumir-se nesse ensejo
Qual perverso fadário; esta abulia
E dela, enfim, me livrasse sem pejo

E então toda esta angustia se extinguia
E eu seria feliz quando crio e versejo
Ébrio de luz, ao sol de cada dia !
Sintra - Portugal - Fevereiro 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

DUETO: PEQUENA ODE A UMA ROSA RUIVA, DE JJOTA GONÇALVES & EUGÉNIO DE SÁ RESPONDE AO SEU AMIGO JJOTA

Eu Canto pra não chorar
Em meus versos descontentes
Que a Alma insiste em sonhar
Os mesmos Sonhos ausentes!

Vivo a Lira a dedilhar
Puxando ao peito repentes
Na estrofe posso brincar
Com riminhas inocentes!

Da Idade Média - Encantada
Trago a Rosa - Ruiva e Bela
E os cachos que a Namorada
Ai, me lançou da janela!

Dessa exausta Caminhada
Restei monge em minha Cela
A rima se fez salgada
Mas doce a Saudade dela!

Das Cinzas de um cavaleiro
Fez Orpheu um trovador
E a esse Amar por inteiro
Da Alvorada deu a Cor!








Romântico e trovador, amigo meu
rosas ruivas e sonhos m'aportaste
e doutra era que o mundo conheceu
na doçura das rimas mos lembraste.

Era, onde os varões com fidalguia
povoavam os sonhos de portentos
e nas justas mostravam valentia
volteando nas lanças lindos lenços.

Os lenços dados pelas suas amadas
que ostentavam, garbosos, a galope
lestos qual vento, gáleas emplumadas

Mais os assemelhavam ao ciclope
consagrado nas lendas fantasiadas
como o ruivo das rosas, que é dichote.



Arte e Formatação:
AugustaBS
Sintra - Portugal - Janeiro 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

REVELAÇÕES DE UM POETA TRISTE um poema inédito de Eugénio de Sá

Revelações de um poeta triste

Eugénio de Sá

Saberás tu dizer, leitor amigo
Como se pinta um quadro em inversão
Que jeito se terá de dar à mão
Pra traduzir na tela o pervertido?

É um sentir que é intraduzível
- Como me foi a mim ao conhecê-lo -
Pois não há nele como convertê-lo
Em nada que se mostre plausível.

Descrevamo-lo então em poesia
Já que nela sempre há uma maneira
De transformar em cousa mais ligeira
O que é tomado por causa doentia:

Um dia certa dama bela e querida
Tida por impoluta e acreditada
Decidiu dar-se a ver por bem casada
E logo deu um rumo à sua vida;

Fez-se amorosa de um autor incauto
Um poeta carente, franco, promissor
E logo lhe jurou ditoso e eterno amor
Deixando o pobre em alto sobressalto.

Um outro amor a tinha maltratado
Não resultara em nada o prometido
Porque aquele que ia ser o seu marido
Escolheu outro caminho pró seu fado.

Era uma dor que ainda em si gritava
Mas era de tal monta a sua decisão
Que nem pensou que assim arriscava
Poder matar de dor um outro coração.

E lá se uniu ao poeta, em casamento
Ele deixara pra traz gente chegada
Ela exultava co’ aquele encantamento
Provado pelo ser que tanto a amava.

Mas lesta foi a vida a desmentir
Quem teimou promover uma ilusão;
Ela soube que errou e escolheu agredir
Quem lhe entregara – honesto - o coração.

Assim morreu na praia toda a esperança
Do poeta triste que queria ser feliz
Cansou, quase morreu naquela andança
Foi um amor que o destino não quis.

Mesmo assim,  entendeu levar a sua cruz
Que, com a dela, juntas carregou
Tal jurara a si mesmo, e chorou
O mau fadário que a tragédia induz.

Mas certo dia, voltavam para o lar
E então ouviu tão graves impropérios
Tão humilhantes, iníquos e sérios
Que resignou da vida e de lutar.

Quase a partir soube d’outra verdade
Algo impensável, e a revolta imensa
Lhe trouxe outra razão à claridade
E a sua mão escreveu, rápida e tensa

Palavras de repúdio por tanta falsidade
E da desdita, com as lágrimas saltando,
Brotaram versos co’ pranto deslizando
Daqueles olhos cegos pla saudade!




Enquanto tu fingias que te importavas,

eu me importava – e sofria - na realidade, por ti !



Sintra - Portugal - Janeiro 2014

Leia o poema enquanto ouve esta canção imortal



domingo, 12 de janeiro de 2014

TÍMIDA CONFISSÃO - Um soneto inédito de Eugénio de Sá

Tímida confissão

Eugénio de Sá


Perdoa, pelas tantas palavras que não disse
Pela ternura que em mim sempre calei
Mas tive medo que em mim se repetisse;
A nímia mágoa que nunca te contei.

Perdoa, se me contive em verves evasivas
Quando trocámos raras confidências
Sempre hesitei em tornar mais precisas
Confissões feitas de austeras valências.

Pois cedo entendi que em nós renascia
O sonho adolescente, quiçá essa utopia
Que - deslumbrados - nos fez levitar...

E que ambos estremecemos, e calámos
Como que confundidos, porque amámos
As doces sensações de voltarmos a amar.



Sintra - Portugal - Janeiro 2014

Pode também ver em vídeo numa belíssima formatação do amigo Dorival Campanelle



 
 
 

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

APRESENTO UM RESUMO DO LANÇAMENTO DO LIVRO " SENTIMENTOS PROFUNDOS " de Susana Custódio" dia 17 de Abril no Palácio das Galveias -Lisboa

LANÇAMENTO DO LIVRO "SENTIMENTOS PROFUNDOS"
 
17 de Abril de 2010 no Palácio das Galveias em Lisboa
 
A chega
da de amigos
Alguns amigos e à direita  Carlos Loespe - EDITA-ME        O amigo Francis Ferreira             À esq. Berta Sampaio;dtaª. Amália Lopes           



Um grande amigo, o Bruno      SãoTomé,Berta,Malu,Amália Lopes,Eduarda e Jorge B.  Paulo e Mafalda

O livro foi apresentando pelo amigo Prof. João Coelho dos Santos


Momentos de uma belissima selecção de musical ao piano
 O pianista Pedro Lopes

 Leitura de poemas
Carlos Lopes - EDITA-ME                   Julião Bernardes                                               Malubarni

Susana Custódio                         Malubarni e Carlos Lopes - EDITA-ME                      Maria  Petronilho
 Susana Custódio               Malubarni, Carlos Lopes e Susana lendo o último poema      João Coelho dos Santos


A sala vista de vários angulos
Seguem-se alguns momentos da sessão de autógrafos 
É só uma amostra com os amigos mais chegados 
O meu filho Pedro              Odete Manique     Dr.Adriano Queirós                   Várias amigas 
                                                        
 O amigo Bruno                                    O amigo Jorge            O amigo Sérgio                      Maria  Petronilho                              
Engº. Veloso e esposa                     Engº. Pegado                        Pinhal Dias
     Filipe Papança         Dr.Fernando Cardoso          Ana e Nela               Emilia 
  Amigo  Júlio Fernandes          Amigo Luis   Filipe                    São Tomé 
    Amigo  Luis Santos           Isabel Fontes       Drª.Luisa e Isabel Fontes    Adelaide      
                                                                                                                                                                          
Segiu-se um "Porto de Honra"
 
 
Susana Custódio e Carlos Lopes - EDITA-ME
 
               
Agradeço a todos os amigos que estiveram comigo durante este evento
 
Um agradecimento especial ao Carlos Lopes (EDITA-ME) que tornou possível o meu livro,o sonho que dediquei ao meu filho.
 
 
Também um muito obrigada
 
Isabel Fontes - Organisação do Evento
Drª. Luisa -Palácio das Galveias
Adelaide  de Freitas - Fotografias
Pinhal Dias - Fotografias
Anabela Fernandes - Fotografias na máquina da Malubarni
Pedro Valdoy - O filme
Odete Manique - Pintura do azulejo (uma oferta linda)
 
Uma Edição:
Susana Custódio
 
(Só agora disponível)
 Sintra - Portugal 
Janeiro 2014
Em baixo o vídeo com todo o Evento
Por ter 45 minutos, quem desejar vê as partes que somente interessam