quinta-feira, 3 de abril de 2014

**TEU OLHAR, À CHEGADA** , Para ti, querida Sue..3 de Abril de 2011 - 3 de Abril de 2014 ( faz hoje três anos...)

3 anos juntos!
Uma importante etapa da nossa vida foi ultrapassada.
Este foi o presente que recebi
Susana Custódio



 Para ti, querida Sue


Teu olhar, à chegada
( Faz hoje três anos )


Hoje és raiz profunda em minha vida
És amor, és carinho, és fruição
Mulher fraternidade, és mais querida
Do que quero ao meu velho coração.

Surpreendo-me às vezes a pensar
Como foi que tal bem me penetrou
Tem tais mistérios este bem-amar
Como verdades há no que te dou;

Dou-te de mim o tudo que hoje sou,
Um pobre ser que conviveu co’ a dor,
Como único bem que lhe restou.

Mas a quem deste todo esse calor
Que recebi no teu olhar que me fitou
Quando, calada, me chamaste: amor!


O teu Eugénio

Sintra, 3 de Abril de 2014



 

terça-feira, 1 de abril de 2014

" Amizade é Rima! " de J.J. Oliveira Gonçalves & " Também falo dele " de António Barroso (Tiago) - Poemas dedicados a Eugénio de Sá

 Por ocasião do aniversário do poeta Eugénio de Sá, os seus dois amigos poetas J.J.Oliveira Gonçalves & António Barroso (Tiago) dedicaram-lhe estes dois poemas:
Amizade é Rima!
(Ao Poetamigo Eugénio de Sá!)
J.J. Oliveira Gonçalves

Amizade... cordial rima
Tem textura, gosto e cor!
Luminosa Obra-Prima
E sinônimo de Amor!

Amizade é o Sentimento
Carregado de calor!
Presente a todo momento:
Na alegria e na Dor!

Amizade é essa Paz
Do passarinho cantor!
Só quem a tem é capaz
De avaliar o seu Valor!

Amizade é com certeza
Ser Fiel ao Criador!
Preservando a Natureza:
Sendo igual e não senhor!

Amizade é Alma-Irmã
Pétalas da mesma Flor!
É o Sol beijando a manhã
Em silencioso Louvor!

Amizade é essa Lição
Que aprendo sempre mais:
Bela e inocente Canção
Que canto co'os animais!


*Saudando o poeta-irmão Eugénio de Sá,
neste 29 de Março/2014, pelo seu natalício!
Felicidades, Eugénio - Amigo meu!!!!
Abração franciscano do JJ!

*Flores do "Jardim da Kika" para embelezar teu Dia!!








Também falo dele
António Barroso (Tiago)

Respondendo ao poema autobiográfico de Eugénio de Sá:

“Dele vos falo! “ -


De esfíngico olhar? Não, é sorridente
Assim o conheci e, assim o leio
Nos versos que elabora, sem receio
De afrontar, com razão, o dirigente.

De fronte alevantada, isso é verdade,
Não verga ante a visão duma injustiça,
E fazendo da pena, elmo, vai à liça,
Olhando, em frente, com frontalidade.

Seu punho não se afunda em nenhum peito,
Por vezes, a vontade não lhe falta,
Consegue dominar-se, não se exalta,
E um poema escreve, no seu jeito.

Concordo que ele é dado à reflexão,
Que tem amor à vida, e a natureza
Lhe vai encher os sonhos de beleza,
Que, em versos, retribui, com gratidão.

Pensa que o amor é dádiva suprema,
Algo misterioso, que é tão belo,
Que no seu viver simples, e singelo,
Esboça, com alegria, num poema.

Não é um santo, não, que asas não tem,
Porém, em sonhos, voa por esses céus
Na esperança de, um dia, encontrar Deus,
E poder regressar fazendo o bem.

Que ninguém lhe retire a liberdade,
Que é coisa que ele preza e que tanto ama,
É sua estrela guia, é sua chama
No meio da escuridão, é a claridade.

A minha descrição vale bem pouco
P'ra retratar Eugénio. Quem diria
Que quer mudar o mundo! Que utopia!
Ainda é bom poeta, mas é louco!...

Parede - Portugal (27/03/2014)
 



sábado, 29 de março de 2014

ANIVERSÁRIO DO POETA EUGÉNIO DE SÁ NO " RESTAURANTE A TENDINHA " 29 Março 2014

 Almoço de aniversário aqui no Restaurante a Tendinha - Mem Martins - Sintra

O nosso almoço -  Cataplana Tamboril com Marisco
 O poeta Eugénio de Sá e sua filha Maria do Carmo de Sá "
Carminha "

 Carminha
 O poeta e sua filha Carminha
 Eugénio de Sá e Susana Custódio
 Eugénio de Sá e Susana Custódio
 Carminha e o pai
Susana Custódio e Carminha
 Susana Custódio e Carminha
Carminha, Eugénio de Sá e Susana Custódio

Sintra - Portugal - 29 de Março de 2014
A Daisy também deu os parabéns ao seu amado dono

quarta-feira, 26 de março de 2014

DELE VOS FALO ! - Eugénio de Sá; o seu auto-retrato poético




Dele vos falo!

Eugénio de Sá
( o seu auto-retrato poético )

  
Esfíngico olhar frontal, sempre apontado
À frieza granítica, indiferente
Que aloja o coração de tanta gente
Pra vis interesses mais vocacionado.

De fronte alevantada pla razão
Que lhe julga assistir, de julgador
Aponta o hirto dedo acusador
Aos que de humanos são aberração.

Não se afunda o seu punho redentor
No peito de quem seja, mas a pena
Não se exime a contar quanto é pequena
Cada alma perdida em desamor.

O ser que de si mesmo assim verseja
É dado à reflexão, nela se atém
Ama da vida o mais que a vida tem
Nele campeiam quereres que ainda almeja.

E tem por mores valores, o do amor,
E o solidário crer numa justiça
Que, sem peias, condene os que à cobiça
Se apegam, embuçados de candor.

A liberdade, tão querida e aspirada
A que dá asas a cada humano ser
Tem no poeta o dom de o comover
Se a vê plo despotismo coartada.

Santo não é, que santos estão nos céus
Mas manda nele vontade de sentir
Que outros tempos virão, outro porvir
Mais de acordo c’o espírito de Deus.

E aqui o tendes na sua pequenez,
o que lhe ferve o amor em turbilhão
numa instante ansiedade, uma avidez
de a todos abraçar, como um irmão.

E enquanto lhe assistir a lucidez
E terno lhe pulsar, no peito, o coração
Os seus versos terão a mesma calidez
 Que mostra no estender da sua mão.



Pra muitos, ele é o dono dos versos de espuma,
o asceta de um nobre e bem amado Portugal.

Mas, em boa verdade, ele é alguém
que não é daqui, nem de parte nenhuma.
Sua alma de poeta - porque universal -
tem a deriva que o vento dá à escuna



Sintra, 25 de Março de 2014





Arte: Rivkah Cohen
 

 VER EM VÍDO NUMA BELA FORMATAÇÃO DO AMIGO DORIVAL CAMPANELLE


terça-feira, 25 de março de 2014

UMA TARDE BEM PASSADA COM OS NETINHOS GÉMEOS II - Março 2014

Amigas(os),
Um outro vídeo para verem os nossos netinhos gémeos Gui & Gu
aqui com 16 meses de idade

 Cliquem nos vídeos e divirtam-se




Sintra - Portugal - Março 2014

sábado, 22 de março de 2014

Duas pátrias, uma só ânsia de liberdade e de justiça.... DUETO: "O PESO DA DESPESPERANÇA", de Alceu Sebastião Costa & "ESTAMOS CONVOSCO", de Eugénio de Sá


O PESO DA DESESPERANÇA

Há um povo amargurado
Caminhando pelas ruas e estradas,
Sem rumo certo...
Ao desabrigo do sol e da chuva,
Pisa a areia escaldante do deserto,
Até alcançar e tocar as fímbrias das vestes
Do Mestre,
Pedindo com delicadeza que afaste
O varal das incertezas,
Das rimas e versos inconclusos,
Dos vértices obtusos,
Do desbotado papel da autoridade,
Que postula um substitutivo decente
Para desacelerar a banalização do crime,
Que desce impune pelas encostas,
Torrencial, voraz,
Diante da Sociedade incapaz
De oferecer coerentes respostas,
De encarar o problema de frente,
Deixando o corpo se esvair em sangue,
Depois de tombado pela massa desgovernada,
Vezes de cara limpa, vezes mascarada,
Sementes da podridão plantadas no coração
À luz da lua prateada.


Alceu Sebastião Costa

Brasil - 17 de Março de 2014




ESTAMOS CONVOSCO!

Sente-se o filho deste solo luso
perante a desesperança do irmão
que em terra brasileira vê, confuso,
a fé que lhe é cassada plo poltrão.

Ira-se o coração, cerra-se o punho
enquanto a boca quer gritar ao vento
uma censura feia ao fero grunho
que ri, alarve, do tanto sofrimento.

E não obstante a hídrica distância
 que entre nós se interpõe, indiferente
nada nos mata a vontade e a ânsia

de, lado-a-lado, numa acção ingente
 darmos batalha às hostes da ganância
e juntos devolvermos cada dôr pungente.

   
Eugénio de Sá

Sintra – Portugal - 19 Março  2014


Edição de:




 

quarta-feira, 19 de março de 2014

A TUA ESSÊNCIA, um soneto de Eugénio de Sá

 Dia 19 de Março - Dia do Pai em Portugal



A tua essência

Eugénio de Sá

Faz tempo que me esperas no etéreo
Jovem partiste sem que tempo houvesse
Pra me ensinares aquilo que aprendeste
E que eu sei que usaste com critério

Mas tua essência guardei-a comigo
E com ela vivi todos estes anos
Com ela enfrentei deuses e tiranos
Com ela ganhei louros e castigos

E se hoje a vida me ensinou a amar
Mais que a ferir, magoar, ou inflingir
A ela devo o dom de perdoar

Só mais um pouco, pai, estou quase a ir
O tempo corre e eu vou-te encontrar
Junto do nosso Pai, noutro porvir


À memória de meu pai, Augusto Carlos Quinhones de Sá, falecido aos 33 anos de idade


Sintra - Portugal - 19 de Março 2014