sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

ESCREVER OU NÃO ESCREVER UM POEMA DE NATAL de Susana Custódio




ESCREVER OU NÃO ESCREVER UM POEMA DE NATAL

O que poderá escrever-se num poema de Natal
Que outros poetas já não tenham escrito?
São sempre as mesmas palavras
Que jorram no mesmo caudal
Papel brilhante, laços coloridos
Ruas enfeitadas, luzes multicores que piscam
Musicas de grandes compositores
Que aos meus ouvidos soam como um grito
Mas afinal o que poderá escrever-se num poema de Natal?
Que outros poetas já não tenham escrito?
Os ricos têm mesa farta, nada lá falta
Os pobres têm o que podem
E outros nem têm um abrigo,
Também existem os que estão doentes
Lembrando Natais de tempos já idos
Mas afinal o que poderá escrever-se de novo num poema de Natal?
Proponho então celebrar a data de nascimento
Desse Menino que afinal só queria ensinar-nos
O verbo Amar em todos os seus tempos
E não só agora neste dia mas em todos os dias
Por isso vos proponho que na mesa
Onde todos nos reunimos
Comemos, bebemos e rimos
Nos lembremos d ’Ele
Que esta festa é em sua memória
Para isso vos convido a colocarmos
Nessa mesa uma cadeira vazia
E se alguém nessa noite tocar à nossa porta
A convidemos a entrar e à mesa se sentar
Nunca saberemos se por acaso
Jesus nos virá visitar
E connosco quererá o seu aniversário celebrar.


Susana Custódio

Sintra - Portugal - Dezembro de 2014

sábado, 4 de outubro de 2014

CENTELLAS DEL ALMA de Eugénio de Sá ( ha sido traducido al español, editado e ilustrado con la magia de sus manos al piano por Eunate Goikietxea)

Este precioso libro virtual con versos del gran poeta portugués Eugenio de Sá, ha sido traducido al español, editado e ilustrado al piano por Eunate Goikietxea . 


Para Para leer, haga clic en el enlace 
Cuando ves el video, haga clic en la primera casilla de la derecha para ver (pantalla completa) gran pantalla. 
Para empezar a leer los poemas hacen clic en la portada del libro, el ratón se convierte en una flecha para hacer que el cambio de página.


http://www.slideboom.com/presentations/1103738/centellas-del-alma?pk=2467-583f-b984-ce4b-6bde-f688-b994-ccf6

Eugénio de Sá

Sintra - Portugal - 4 de Outubro de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

DUAS VISITAS DOS NETINHOS GUI & GU

Este primeiro vídeo foi feito no passado dia 12 de Junho. 
Aqui em casa descobriram os interruptores da luz, foi uma alegria.
No início o vídeo não é bom devido à minha pressa para os apanhar, depois fica muito engraçado.
Eles já dizem muitas palavras e algumas frases

Aqui estavam com 20 meses de idade - 12 de Junho 2014

 

Agora com 21 meses
Nós bem queremos que falem, só o fazem quando querem!!!
O Gu queria o "nini", nós não sabíamos o que era.
Telefónámos para mãe. " nini" é o Rato Michey!
E lá lhe fizémos a vontade!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

VAZIOS um poema de Eugénio de Sá


 
VAZIOS


Eugénio de Sá

Ah lua das ausências incoerentes
Que fria luz na alma de um amante
E a noite assim é solidão bastante
No cio d’almas que penam, inocentes.

Mas se o amor se nega à extasia
Ganha inclemência tal desassossego
Que a pena hesita em contar o segredo
dos vampiros que roubam a alegria.

Noite fechada em breus de sofrimento
Nem as memórias ajudam a esquecer
um só queixume, um ai, ou um lamento.

Quem não vive amarguras sem as querer?
- Mas o amante faz delas seu sustento
Quando se evade o cerne do seu ser.




Sintra – Portugal – Julho 2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

VENERÁVEL TRONCO de Eugénio de Sá

Venerável tronco

Eugénio de Sá


Anos passaram, a vida mudou
E separados por outro maior querer
Fomos chegando ao nosso entardecer
Sem sabermos de nós, o que ficou.

Voltei hoje ao carvalho ancestral
E junto à profecia que eu talhara
Fora esculpido de uma forma rara
Um coração partido e original.

Porque a vista já me vai faltando
Acerquei-me do tronco venerável
E vi, perplexo, que ao nome adorável
Se acrescentara: te estarei esperando!

Uma lágrima rebelde me aflorou
À vista da verdade ali contida
Quando por mim roçou folha caída
Que, tristemente, a meus pés ficou.



 Sintra - Portugal - Julho 2014