Cara
a cara comigo
Eugénio de Sá
Serei
o cara de outro linguajar
Ou
simplesmente o cara da cara que sou?
E
se à resposta trabalho me dou
É
porque exijo o móbil de cá estar.
De
caras, dou comigo a invejar
Outros
caras que sabem mais de si
Quem
sabe se algum deles se não ri
Deste cara que eu quero examinar…
Ah,
que cara feia faço, até pra mim
Retorço-me
por dentro? – Como assim,
Se
só estou considerando uma razão
Que
me faça entender que cara sou
Que
valha este trabalho a que me dou
Pra
conhecer meu velho coração!
Eugénio
de Sá
Sintra, 8 de Maio de 2015
O melhor da
tua cara
Luiz Poeta
( Luiz
Gilberto de Barros – especialmente para o coração
do meu amado
e imortal irmão Eugénio de Sá
às 8 h e 38
min do dia 29 de junho de 2015 do Rio de Janeiro).
A cara que te
dás não te pertence,
Se a alma que te traz é outra alma.
É aquela da auto-estima, a que te acalma,
Aquela, onde teu riso tudo vence.
Se a alma que te traz é outra alma.
É aquela da auto-estima, a que te acalma,
Aquela, onde teu riso tudo vence.
O espelho que
te vê de forma avara,
Te mostra um outro rosto, não o teu;
Se queres ver teu rosto, olha o meu,
Que sou quem te admira e te repara.
Te mostra um outro rosto, não o teu;
Se queres ver teu rosto, olha o meu,
Que sou quem te admira e te repara.
Enxerga-te na
grandiosidade
Que tens e que te dá felicidade
Porque, quem não te vê como devia
Que tens e que te dá felicidade
Porque, quem não te vê como devia
Não ama
qualquer cara que tu tenhas ,
Por isso, eu quero, amigo que tu venhas
Com a cara mais feliz da poesia.
Por isso, eu quero, amigo que tu venhas
Com a cara mais feliz da poesia.














