quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

DUETO: PEQUENA ODE A UMA ROSA RUIVA, DE JJOTA GONÇALVES & EUGÉNIO DE SÁ RESPONDE AO SEU AMIGO JJOTA

Eu Canto pra não chorar
Em meus versos descontentes
Que a Alma insiste em sonhar
Os mesmos Sonhos ausentes!

Vivo a Lira a dedilhar
Puxando ao peito repentes
Na estrofe posso brincar
Com riminhas inocentes!

Da Idade Média - Encantada
Trago a Rosa - Ruiva e Bela
E os cachos que a Namorada
Ai, me lançou da janela!

Dessa exausta Caminhada
Restei monge em minha Cela
A rima se fez salgada
Mas doce a Saudade dela!

Das Cinzas de um cavaleiro
Fez Orpheu um trovador
E a esse Amar por inteiro
Da Alvorada deu a Cor!








Romântico e trovador, amigo meu
rosas ruivas e sonhos m'aportaste
e doutra era que o mundo conheceu
na doçura das rimas mos lembraste.

Era, onde os varões com fidalguia
povoavam os sonhos de portentos
e nas justas mostravam valentia
volteando nas lanças lindos lenços.

Os lenços dados pelas suas amadas
que ostentavam, garbosos, a galope
lestos qual vento, gáleas emplumadas

Mais os assemelhavam ao ciclope
consagrado nas lendas fantasiadas
como o ruivo das rosas, que é dichote.



Arte e Formatação:
AugustaBS
Sintra - Portugal - Janeiro 2014

7 comentários:

Anônimo disse...

Adorei os poemas, dois grandes mestres com verve poética para dar e vender.Parabéns.Bjs.Malu

Unknown disse...

este é um dueto de gigantes da poesia

mário matta e silva disse...

Bonitas cantigas medievais conseguidas quer na quadra quer no soneto. Gostei. Mário Matta e Silva

mário matta e silva disse...

Bonitas cantigas medievais conseguidas quer na quadra quer no soneto. Gostei. Mário Matta e Silva

Antonio Valdir Cremasco disse...

Lindos poemas... Mestres da arte de rimar, em palavras nos remete, no tempo sonhar e... misteriosamente viajar...
Parabéns Amigos.

Maria Irene Marques disse...

Poeta é assim mesmo: só ele consegue transmitir de maneira ímpar aquilo que todos sentimos.
Concordo com Florbela Espanca que diz, " ser poeta é ser mais alto",num magnífico soneto interpretado pela voz cristalina de Luís Represas.
Parabéns!

Fê blue bird disse...

Um "dueto" medieval que me deixou enternecida. Adorei!

beijinho